NOTÍCIAS
Home Notícias ECONOMIA Transações bancárias crescem 11% e mobile banking se destaca

Transações bancárias crescem 11% e mobile banking se destaca

Segundo Febraban, número de transações bancárias em dispositivos móveis aumentou 41% e chegou a 39,4 bilhões em 2019

Em 2019, os investimentos de bancos em tecnologia cresceram 48% em relação a 2018, com orçamento total que chegou a R$ 24,6 bilhões, sendo R$ 16 bilhões de despesas e R$ 8,6 bilhões de investimentos. A atenção aos serviços digitais se relaciona ao fato de os dispositivos móveis serem cada vez mais utilizados para operações bancárias. Segundo dados da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2020, realizada pela Deloitte e divulgada nesta quinta-feira (18), as despesas e investimentos em softwares somaram R$ 13,2 bilhões, ou 54% do total.

Isso significa que as instituições financeiras têm procurado inovação na experiência de usuário em suas plataformas. O número de transações bancárias também cresceu: em relação ao ano anterior, 2019 teve alta de 11% e chegou ao total de 89,9 bilhões de operações feitas. Transações feitas por dispositivos móveis representaram 44% desse total e evidenciam um movimento de alta na demanda por serviços em aplicativos.

O crescimento nas transações via mobile banking foi de 41%. Segundo Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Febraban, o aumento da utilização se deve, principalmente à facilidade proporcionada. “O mobile banking transformou-se em uma expressiva porta de entrada para a inclusão financeira de milhões de brasileiros pela possibilidade de carregar no bolso e acessar, em qualquer hora ou local, serviços antes restritos a agências bancárias”, afirmou, em coletiva realizada esta tarde.

De acordo com a Febraban, a contratação de serviços financeiros também cresceu. A contratação de investimento, por exemplo, teve alta de 114% e a tomada de crédito cresceu 47%. A contratação de seguros via smartphone aumentou 133%. Hoje, 63% das operações bancárias são feitas digitalmente, via internet banking e mobile banking. Em 2014, essa porcentagem era de 46%.

Isaac Sidney, presidente da Febraban, avalia que os bancos brasileiros sempre buscaram inovações, especialmente em tecnologia. “A crise impulsionou a digitalização dentro e fora das instituições financeiras, mas já estávamos preparados e queremos continuar ajudando o cliente a criar um DNA digital que lhe permita ter acesso a serviços com maior valor agregado, mais eficiência e redução de custos”, afirma.

Esta edição da pesquisa foi feita com 22 bancos, que, segundo a Febraban, representam 90% dos ativos da indústria bancária. Diferente dos anos anteriores, desta vez, executivos das instituições financeiras também foram ouvidos em entrevistas.

Fonte: www.correiobraziliense.com / postado em 18/06/2020 20:42 / atualizado em 18/06/2020 21:17

COMENTÁRIOS: Os comentários representam a opinião de seus autores, e não da União Geral dos Trabalhadores.