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Hospitais de Goiás adotam protocolos de segurança mais rígidos para evitar contaminação de pacientes por coronavírus

Entre as medidas acatadas estão a suspensão de visitas e atendimentos divididos em faixas de horários ao longo do dia. Na rede pública, parte dos serviços eletivos está suspensa.

08/06/2020

Por conta da pandemia de coronavírus, hospitais de Goiás adotaram protocolos de segurança mais rígidos para evitar a contaminação pelo vírus de pacientes eletivos, ou seja, aqueles que não precisam de atendimento de urgência, dentro das unidades de saúde. Entre as medidas acatadas estão a suspensão de visitas a pessoas internadas e checagem diária de temperatura dos acompanhantes.

Apesar de as unidades seguirem as recomendações do Ministério da Saúde, muitas pessoas deixaram de buscar atendimento. De acordo com a Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (AHEG), pacientes oncológicos, cardiopatas, renais crônicos e com outras patologias que precisam de acompanhamento médico estão deixando de ir aos hospitais por medo de se contaminarem. Segundo a entidade, a queda é, em média, de 30% a 40%.

“Muitos estabelecimentos de pequeno e médio portes não têm estrutura para aguentar isso. Estas instituições atendem boa parte do SUS, e muitos municípios ficariam desassistidos sem eles. Precisamos fazer algo para que os hospitais consigam superar essa fase”, afirma o presidente da Aheg, Adevâlnio Francisco Morato.

Por meio de nota, o Hospital de Câncer Araújo Jorge, voltado ao atendimento de pessoas com câncer, informou que também registrou queda em cirurgias, consultas e internações. A unidade ressalta que os pacientes não devem interromper os tratamentos.

Para evitar a aglomeração de pessoas, as cadeiras da unidade de saúde foram separadas e os atendimentos foram divididos em faixas de horários. Também informou que as consultas de revisão periódica estão sendo reagendadas, que os pacientes foram orientados a comparecerem ao hospital acompanhados de apenas uma pessoa e que as visitas foram suspensas. Por fim, disse que todos os profissionais de saúde estão seguindo rígidos protocolos em relação ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

O Hospital Órion, que possui 240 leitos, sendo 40 de UTI em Goiânia, disse que também implantou ações preventivas, como o fluxo de pacientes separados por andares, realização do exame de PCR para o novo coronavírus 72 horas antes da internação, inclusive, com serviço de coleta domiciliar. Também há ala exclusiva ao lado do centro cirúrgico para pacientes negativos para Covid-19. O hospital ainda faz checagem diária da temperatura dos acompanhantes e aplicação de questionário.

Já a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), que representa hospitais, como o Anis Rassi, Hospital Santa Helena, Hospital do Coração e o Instituto de Neurologia, afirmou que foi realizada uma organização do fluxo de atendimento de forma que as pessoas com suspeita de Covid-19 não tenham contato com outros pacientes.

Nas unidades, é obrigatório o uso de máscaras pelos pacientes e também é feita a realização de testes de Covid-19 quando necessário, antes de internações ou de cirurgias.

Hospitais estaduais

Na rede estadual, os atendimentos eletivos, definidos como não necessários à manutenção da vida, estão suspensos desde 23 de março. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), podem funcionar atendimentos de hemodiálise, diálise peritoneal, hematologia e hemoterapia, oncologia, cardiologia intervencionista, neurocirurgia, neurologia intervencionista, pré-natal habitual e de alto risco e as clínicas de vacinação e serviços de ultrassonografia obstétrica, além dos laboratórios de análises clínicas.

Fonte: G1 Goiás.

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