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Dólar opera instável após novo recorde na véspera

Na terça, moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,8691, em alta de 0,86%.

13/05/2020

O dólar opera com instabilidade nesta quarta-feira (13), depois de ter batido na véspera nova cotação recorde de fechamento, com os investidores de olho no recrudescimento das incertezas políticas locais.

Às 10h19, a moeda norte-americana subia 0,06%, a R$ 5,8720.

Na terça-feira, o dólar encerrou o dia vendido a R$ 5,8691, em alta de 0,86%, batendo novo recorde nominal de fechamento, isto é, sem considerar a inflação. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8860. No mês, a alta acumulada é de 7,89%. No ano, o avanço chegou a 46,37%.

Tensão em Brasília

Na véspera, pesou no mercado de câmbio o aumento da tensão política em Brasília, onde advogados e investigadores assistiram ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. Quatro fontes que assistiram ao vídeo confirmaram à TV Globo e à GloboNews os motivos externados pelo presidente Jair Bolsonaro para exigir a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Segundo esses relatos, no vídeo, o presidente menciona preocupação com a família ao falar da necessidade de trocar superintendente da PF no Rio. De acordo com as fontes, Bolsonaro menciona na reunião que não quer os “familiares” prejudicados.

Ainda por aqui, o mercado aguarda para as 10h30 a divulgação das novas previsões econômicas do governo para o Brasil.

Cenário externo

Nos mercados globais, ressurgiram preocupações com os riscos de abertura prematura da economia.

Os futuros acionários dos Estados Unidos subiam nesta quarta-feira, com os investidores à espera de um discurso do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell. As observações de Powell serão examinadas em meio a apostas crescentes de que os Estados Unidos poderiam adotar uma taxa de juros negativa pela primeira vez para combater o grave golpe econômico da pandemia de coronavírus.

Na Europa, o Reino Unido informou nesta quarta que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 2% no 1º trimestre de 2020, na maior retração desde o quarto trimestre de 2008.

Fonte: G1

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