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Dólar opera em alta após corte na Selic e se aproxima de R$ 5,80

Na quarta, moeda encerrou o dia em alta de 1,96%, vendida a R$ 5,7030.

07/05/2020

O dólar volta a operar em forte alta nesta quinta-feira (7), um dia após bater novo recorde e depois de o Banco Central ter surpreendido o mercado ao promover um corte mais intenso que o esperado na taxa básica de juros, reduzindo a Selic de 3,75% para 3% no final da tarde da véspera.

Às 9h43, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,7867, em alta de 1,47%. Na máxima do dia até o momento, logo após a abertura dos negócios, chegou a R$ 5,7937.

Na quarta, moeda encerrou o dia em alta de 1,96%, vendida a R$ 5,7030. Na parcial da semana e do mês, a alta acumulada é de 4,84%. No ano, o avanço é de 42,23%. Já o dólar turismo bateu R$ 5,9040, sem considerar o IOF.

A cotação de fechamento mais alta até esta quarta havia sido registrada na semana passada, quando a moeda encerrou o dia a R$ 5,65. Na parcial da semana e do mês, a alta acumulada é de 4,84%. No ano, o avanço é de 42,23%.

Já o dólar turismo bateu R$ 5,9040, sem considerar o IOF.

O Copom não apenas cortou a Selic em 0,75 ponto percentual – mais do que a redução de 0,50 ponto esperado por ampla parte do mercado – como indicou possibilidade de outra flexibilização monetária nessa magnitude na próxima reunião do colegiado, nos dias 16 e 17 de junho. O juro básico caiu para 3,00%, nova mínima histórica.

Juros ainda mais baixos reduzem o diferencial de taxas entre o Brasil e o mundo, o que prejudica a competitividade do país em termos de atração de capital ávido por retornos, num momento em que mercados emergentes de forma geral sofrem fortes saídas de recursos por causa da crise do Covid-19.

Já na quarta, analistas comentaram o potencial de impacto da decisão do Copom sobre o câmbio.

“Essa decisão vai trazer pressão sobre o dólar, especialmente numa situação em que a taxa Selic tem pouco impacto agora sobre condições de crédito, que está emperrado. E vai adicionar componente de risco na curva de juros”, disse à Reuters JoãoMaurício Rosal, economista-chefe da Guide Investimentos.

Fonte: G1

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