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Dólar abre a semana em queda, mas segue negociado acima de R$ 5,40

Mercado piora previsão para o PIB de 2020 e vê novo corte nos juros. Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a R$ 5,4609, acumulando alta de 2,7% na semana.

29/06/2020

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (29), após fortes ganhos na semana passada, acompanhando o movimento de queda da divisa norte-americana no exterior e refletindo o fim de semana calmo para a política brasileira, mas continuava sendo negociado acima do patamar de R$ 5,40.

Às 9h32, a moeda norte-americana caía 0,83%, a R$ 5,4157.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 2,34%, a R$ 5,4609, acumulando alta de 2,7% na semana. Foi a terceira semana consecutiva de ganhos frente ao real, depois de chegar a cair abaixo de R$ 5 no início do mês. Na parcial do mês, o avanço é de 2,77%. No acumulado de 2020, a alta está em 36,77%.

Nesta segunda-feira, o Banco Central fará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021, destaca a Reuters.

Cenário local e externo

Lá fora, prevalece a cautela nos mercados à medida que os investidores evitam apostas mais arriscadas em meio ao ressurgimento dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos e em outros países.

Dados divulgados nesta segunda-feira, porém, mostram que a recuperação da confiança econômica na zona do euro se intensificou em junho após retomada modesta em maio, com melhora em todos os setores. A confiança geral subiu a 75,7 pontos em junho de 67,5 em maio, ainda aquém das expectativas do mercado de 80,0 e bem abaixo da média de 100 desde 2000.

Na cena doméstica, os economistas do mercado financeiro voltaram a piorar as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. A projeção passou de uma retração de 6,50% para 6,54%, segundo o boletim “Focus” do Banco Central. . Os analistas também passaram a prever um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 2,25% ao ano. A nova estimativa é de que a taxa encerre o ano em 2%.

Além da maior incerteza econômica e temores de uma segunda onda global de contágio por coronavírus, a redução da Selic a mínimas históricas é apontada por analistas como fator de impulso para o dólar, uma vez que torna rendimentos locais atrelados aos juros básicos menos atraentes.

Fonte: G1

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