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Contas externas têm superávit de US$ 3,84 bilhões em abril, melhor resultado mensal desde 1995

Número foi divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira. Balança comercial registrou superávit no mês passado, e contas de serviços e renda tiveram déficits menores com fraco nível de atividade e fechamento de fronteiras.

26/05/2020

As contas externas do Brasil registraram superávit de US$ 3,840 bilhões em abril deste ano, informou o Banco Central nesta terça-feira (26).

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde o início da série histórica da instituição, em janeiro de 1995. Até então, o maior valor havia sido registrado em julho de 2006 (+US$ 3 bilhões).

O resultado de transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

O saldo positivo das contas externas de abril é fruto da melhora do resultado da balança comercial brasileira, que registrou superávit (exportações menos importações) de US$ 6,7 bilhões – impulsionada pelas vendas externas de produtos básicos, como alimentos e petróleo, tendo os países asiáticos como principais destinos.

Além disso, também houve um déficit menor nas contas de serviços e renda por conta do desaquecimento da economia mundial e do fechamento de fronteiras – este último fator contribuiu para o menor gasto de brasileiros no exterior em 21 anos.

Nos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados do BC, a conta de transações correntes apresentou um déficit de US$ 11,877 bilhões – com queda de 30% frente ao mesmo período do ano passado, quando o rombo nas contas externas somou US$ 16,953 bilhões.

Em todo ano passado, o déficit das contas externas do Brasil subiu 22%, para US$ 50,762 bilhões.
Para todo ano de 2020, a expectativa do Banco Central é de um déficit menor por conta da pandemia do novo coronavírus, que chegaria a US$ 41 bilhões.

Fonte: G1

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