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Comércio global deve tombar mais de 25% no 2° trimestre, diz agência da ONU

Unctad estima queda de 3% no primeiro trimestre em relação aos três meses finais de 2019, e perda de 26,9% no segundo trimestre; preços das commodities desabam.

13/05/2020

O comércio mundial de bens deve cair a uma taxa nunca vista desde a crise financeira global de 2009, com as estimativas ficando cada vez mais sombrias nas últimas semanas, disse nesta quarta-feira a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês).

O comércio de mercadorias deve ter caído 3% no primeiro trimestre em relação aos três meses finais de 2019, e espera-se perda de 26,9% no segundo trimestre, informou a Unctad. Na comparação anual, esses números seriam de quedas de 3,3% e 29,0%, respectivamente.

“Neste momento, a forma da recuperação ainda não está clara; dependerá da rapidez com que as economias retornarão ao crescimento positivo e que sua demanda por bens comercializados suba mais uma vez”, disse o chefe de estatísticas da Unctad, Steve MacFeely, de acordo com a Reuters.

Queda nos preços das commodities

Segundo o relatório, a queda no comércio global vem acompanhada de um recuo acentuado nos preços das commodities, que já vêm caindo de forma marcada desde dezembro último.

O indicador da Unctad que mede o movimento de preços das commodities primárias exportadas por países em desenvolvimento perdeu 1,2% em janeiro, 8,5% em fevereiro e 20,4% em março – recorde na história do indicador. Durante a crise financeira global de 2008, a maior queda registrada ficou em 18,6% – na época, a queda durou seis meses, aponta a Unctad.

“De modo preocupante, a duração e a força da atual tendência de queda nos preços das commodities e do comércio global permanecem incertos”, aponta a entidade. Antes da pandemia, o comércio vinha mostrando sinais modestos de recuperação desde os últimos meses de 2019.

Os preços dos combustíveis despencaram 33,2% em março, sendo as principais influências para essa queda, enquanto os preços dos minerais, minérios, alimentos e outros produtos agrícolas caíram menos de 4%.

Fonte: G1

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