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Bovespa opera em leve queda

Na sexta-feira, Ibovespa fechou o dia em alta de 0,46%, a 96.572 pontos.

22/06/2020

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em leve queda nesta segunda-feira (22), em dia marcado por um viés misto no cenário financeiro internacional, em meio a temores de uma segunda onda de casos de Covid-19 no mundo mas também com ampla liquidez e apostas de recuperação rápida das economias após a pandemia.

Às 11h07, o Ibovespa caía 0,24%, a 96.337 pontos.

Entre as maiores quedas, Marfrig e Minerva recuavam mais de 1%.

Já o dólar opera em queda, sendo negociado abaixo de R$ 5,25.

Na sexta-feira, a Bolsa fechou em alta pela 4ª sessão consecutiva, com avanço de 0,46%, a 96.572 pontos. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula alta de 10,49%, mas no ano registra queda de 16,49%.

Cenário local e externo

Na cena externa, permanecem os receios de uma segunda onda da pandemia de coronavírus diante de sinais de um ressurgimento de casos em países, frustrando as expectativas de investidores que esperavam uma rápida recuperação econômica.

A Coreia do Sul disse nesta segunda-feira pela primeira vez que está enfrentando uma “segunda onda” do vírus. A Organização Mundial de Saúde registrou um aumento recorde nos casos globais no domingo, com as maiores elevações nos números provenientes da América do Norte e da América do Sul.

“O mercado financeiro global inicia a semana dividido entre o risco de uma segunda onda de contaminação do Covid-19 e os fartos recursos disponibilizados pelos Bancos Centrais”, destacou a equipe de analistas da Mirae Asset.

Enquanto isso, no cenário local, sinais iniciais de uma melhora na atividade animavam os investidores. A Fundação Getulio Vargas disse nesta segunda-feira que a confiança da indústria no Brasil provavelmente mostrará forte recuperação em junho, registrando a maior variação mensal positiva da série depois de uma melhora na percepção dos empresários sobre a situação atual e sobre os próximos meses.

Após 18 semanas, os economistas do mercado financeiro interromperam, na semana passada, as previsões de piora do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e mantiveram a estimativa de uma retração de 6,50%, segundo boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

Os investidores seguem de olho também no noticiário político e desdobramentos da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente Flávio Bolsonaro, da validação do inquérito das fake news pelo Supremo Tribunal Federal e da saída do governo do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Em meio a clima tenso em Brasília, o domingo foi marcado mais uma vez por manifestações contra e a favor do governo federal, e o presidente Jair Bolsonaro novamente não compareceu a atos de apoio à sua gestão na capital do país.

Fonte: G1

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